A VELHICE DE UM CÃO



Lembro-me de quando estava voltando da igreja com meus pais e vi um cão, todo pretinho e com aquela barriguinha protuberante que os filhotes de rua costumam ter. Não demorou muito para surgir a pergunta que toda a criança já fez: Podemos levar para casa?!




Ouvir o sim dos meus pais me alegrou tanto, apesar de eu nem imaginar o quanto aquele cão significaria para nossa família.
E logo o Apolo foi ganhando espaço na casa, nos chinelos roídos, e dentro de todos nós. ele se tornou um cão obediente, doce e bondoso (menos com os gatinhos).



 O Apolo estava lá quando me formei na oitava série, e no ensino médio também... Ah, o Apolo também me viu entrar na faculdade, aliás, falta pouco para minha formatura, e quero que ele também acompanhe isso.
Eu cresci tanto, e o Apolo também, na verdade nessas férias não pude deixar de notar o andar já cambaleante, e seu pelo preto sendo substituído por um grisalho charmoso. O Apolo já não busca tão rápido as bolinhas, e também não é o mesmo caçador de antes, agora, ele late apenas late quando acha realmente necessário, e é muito justo que a gente entenda todas as mudanças dele, afinal, ele acompanhou tantas das nossas,



Apolo meu amor, acompanhasse nossa família a vida inteira, e agora é nossa vez de te acompanhar, fazendo com que tua velhice seja mais agradável possível. Com amor, Olívia.


Oli Ferreira

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5 comentários:

  1. Aaaaaa, que texto lindo, Olívia! O Apolo deve ser muito feliz tendo todo esse amor.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Que lindo Olívia! Eu também tenho um idoso que amo muito e cuido com todo amor e carinho!

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    1. Linda!!! Eles ficam muito fofos na melhor idade, né?

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